A persistência do tempo

9 08 2008
por Yin Yang
“Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say”
A persistência da memória – Salvador Dali Time – Pink Floyd

A Internet fez com que a informação se tornasse de mais fácil acesso do que antigamente, afinal é inegável que se pode ter várias fontes diferentes de informações a um clique, comodamente sentado em frente ao computador. Porém, ao mesmo tempo pode-se tornar difícil absorver essa mesma quantidade de informações que são nos oferecidas. Mais do que nunca, o tempo está se tornando um inimigo intransponível, não adianta termos cada vez mais velocidade para conseguir informações, pois conforme aumenta a velocidade, também está se aumentando proporcionalmente a quantidade de informações que nos parece ser úteis.

Atualmente, eu estou tendo problemas sérios de falta de tempo para conseguir ler tudo que me é mostrado, e que eu realmente quero ler. Sem contar nos recados dados em diversos sites de relacionamentos, microblogs e posts em blogs que eu adoro ler e comentar. Engraçado que até pouco tempo atrás o meu circulo virtual-social era associado a blogs e ao orkut, porém hj em dia tenho contas em varios locais, fico no microbloging sempre que dá (uso mais o Plurk), preciso trabalhar, ter o convívio com as pessoas no mundo real, assim como viver nele também, estudar por fora novas linguagens, métodos, certificações… nesse meio tempo é gtalk, msn, skype, emails chamando para coisas legais ou covnersas inúteis… UFA!

É muita coisa ao mesmo tempo, ficando pouco tempo em si para ficar parado filosofando, aquele tempo em que se fica sozinho e que vem novas resoluções e rumos para a vida. Tempo que eu consigo altamente necessário, pois não consigo imaginar uma vida sem ter esse tempinho tão necessário para traçar novos rumos e objetivos na vida. Parece que sem isso vivo apenas maquinalmente, com poucos prazeres e principalmente sem motivação.

Confesso que trabalhar agora está sendo maravilhoso financeiramente, ainda mais com os problemas de dinehiro que a familia anda passando. Mas, (sempre tem um MAS né?) reduziu drásticamente meu tempo de sonhar e de tentar realizar sonhos. junte a isso o desânimo de fazer algo sempre no mesmo horário (odeio rotina), o cansaço que ando sentindo e a pressão para resulatdos rápidos. Provavelmente por causa do mesmo vilão – o tempo, no caso a idade – hoje em dia não consigo mais sentir-me satisfeito com apenas 4 horas de sono diários, estou beirando já as 7 horas de sono diárias para me sentir BEM disposto.

Eu adoraria ter mais tempo para ver tudo que me recomendam, sejam livros, filmes, jogos, lugares… mas não dá! fico nove horas no ambiente de trabalho, demoro 2 horas apenas pra me locomover entre casa-trabalho, coisa que aliás acho pior que o trabaho, pois é tempo perdido sem aproveitamento algum, se somar 7 horas de sono sobram “livres” só QUATRO horas durante a semana “útil” para o que eu desejar fazer de modo livre. E se eu for acrescentar a academa, atividade que parei de fazer por causa de falta de dinheiro e que agora quero voltar (e tenho, pq estous em fazer atividades físicas), eu gasto no mínimo mais 2 horas desse tempo “livre”.

Sei que estou parecendo um velho caquético reclamando disso, mas creio que numa sociedade tão veloz como a nossa, ter controle do tempo e gastar o menos possível este precioso (e esacasso) recurso de bobeira.

Para isso algumas atitudes poderiam ser interessantes:

horário de trabalho flexível: as vezes uma pessoa não está rendendo muito bem em um dia, se pudesse ir pra casa, descansar um pouco, pode ser que no mesmo dia ela volte com mais disposição, sem contar que as vezes essa relaxada faz a pessoa enxergar o problema de maneira mais clara e a solução aparece. Sem contar que isso poderia gerar uma diminuição no transito das grandes cidades, que é um dos motivos de stress antes mesmo do dia de trabalho começar.

local de trabalho flexível: sim, é difícil mesmo de se controlar o quanto se trabalha em casa, mas tem momentos em que o empregado ficar em casa vai ser muito mais benéfico tanto para ele quanto para a empresa, seja pelo trânsito infernal, seja para quebra de rotina (grande fator para desanimo não somente o meu). não é tornar a pessoa uma vagabunda sem responsabilidade, pelo contrário, grandes profissionais mostraram maior responsabilidade trabalhando de maneira mais flexível que o empregado que fica “engessado” dentro da empresa.

Organização de informações: essa parte é a mais dificil pra mim, sou caótico por natureza, porém conseguir organizar as informações pode otimizar o tempo perdido na sua localização e entendimento. Utilizar de artifícios como calendários e notas podem ser muito utéis, desde que organizados. Para filtrar um pouco das informações que vem da internet, pode-se utilizar um leitor de RSS para os diversos tipos de informação, inclusive por prioridade, dos sites que se visita mais. Mostrar as pessoas que quando vc coloca um tipo de estado “ocupado” nos seus comunicadores é para não ser interrompido por qualquer coisa é essencial. Conversar é maravilhoso, mas tem horas que a concentração é imprensidível e se abrir excessão para uma pessoa, a excessão pode se tornar a regra.

tem muitos outros que podem ser incorporados, mas acho que só com esses três uma melhoria no uso do tempo já é notória e satisfatória.

Pra finalizar, pois esste texto já está enorme e o tempo que vcs perderam nele já está maior do que eu imaginava inicialmente, gostaria de pedir desculpas por sumir do blog, justamente o tempo foi meu inimigo, pois eu demoro pra escrever algo, pois vou escrevendo e se não gosto, apago e começo denovo e nisso as vezes o qeu escrevo já é passado, nem vale a pena publicar. Para quem leu, fica o pensamento: será que eu utilizo o tempo do jeito que gostaria? o que posso fazer para que eu possa utilizar o tempo ao máximo?

O tempo não pára e a vida é finita.

ps1> esse texto foi se desenvolvendo através dos comentários lidos no plurk da Patricia Muller, sobre seu novo blog, o Infinito Atemporal, somados a falta de tempo que tive para entrar no brainstorm para criação do nome de blog.

ps2> o uso da palavra “tempo” exageradamente foi proposital, incialmente queria colocar ele em intervalos pré definidos, como se fosse o texto uma propria marcação de tempo, um tic-tac imaginário, mas infezlimente minha falta de paciência venceu o lirismo.

ps3> antes que perguntem, sim o título deste tópico é uma mescla dos titulos do quadro e música apresentados antes, achei que se encaixou perfeitamente… além de me ajudar em uam das minhas dificuldades: nomear algo.


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2 responses

9 08 2008
Patricia Müller

Um dos motivos que me fizeram sair de São Paulo foi justamente este: eu estava gastando em média 3 horas no mínimo no trânsito todos os dias e sentindo que uma parte da minha vida estava sendo passada ali, dentro do carro, stressada. Juntando isso a várias outras coisas que você descreveu, depois de um tempo a gente se dá conta de que a vida é mais do que isso. E que o emprego que te paga razoavelmente bem não te deixa tempo para usufruir deste dinheiro. Ou que acaba com a sua saúde no processo, que realmente não tem preço.

Eu acho que as pessoas estão tão condicionadas a rotinas e expectativas sociais que não páram para pensar nestas coisas. Se param, não questionam o suficiente. Se questionam, têm medo de mudar.

Como notívagos que somos, pos sei que você também é, precisamos de certa flexibilidade. No Sinestesia eu postei vários artigos sobre esta questão, falando inclusive da Sociedade B, você deve estar por dentro disso.

Eu acho que a máquina capitalista está criando pessoas altamente neuróticas e doentes, cidades completamente poluídas, violência, etc. Este tipo de flexibilidade que você cita no teu texto seria muito benéfica. Mas, infelizmente, não vejo massa crítica de empresas num futudo próximo apostando neste tipo de solução. Acho que se algum dia isso for mudar, terá que partir dos indivíduos, de uma conscientização mais clara do contexto maior em que estão inseridos.

Mas, os indivíduos só vão conseguir isso quando, e se, pararem para realmente refletir e questionar. Coisa que não têm tempo para fazer, como você mesmo disse. O que é muito conveniente para a máquina capitalista, diga-se de passagem.

Abraços!

10 08 2008
Yin Yang

Eu realmente AMO são paulo, mas a melhor coisa que me aconteceu foi estudar no interior. comecei a ver como a ansiedade que sampa gerava em mim e a pressa eram mais negativas que positivas. Comecei a pensar menos em dinheiro e mais na qualidade de vida, tanto é que inicialmente não queria voltar pra cá, mas além de meus pais estarem aqui, emprego na minha área é bem mais fácil na paulicéia trasnviada. infelizmente pra quem está começando sua carreira é muito dificil não ter de entrar inicialmente nesta maquina viciada para depis conseguir se desvincular.
mas eu não digo que isso é apenas culpa do capitalismo, mas sim é culpa de qualquer sociedade que o ser humano já concebeu, pois nela sempre se pensa em uniformidade e não nas particularidades. O individualismo do capitalismo se resume a quanto vc pode gerar de capital, não o quanto vc é diferente dos outros. porém, creio que no caso do socialismo implementado até hj as coisas são até piores, pois até a liberdade individual é pior que essa versão capada de liberdade que temos no capitalismo.
eu pretendo, assim que eu tiver experiencia o suficiente pra ter um curriculo forte me mudar, primeiramente para algum local mais tranquilo, depois pra fora do país, depreferencia para um local com o idh aburdamente alto (já falei da suécia antes pra ti, tá ficando chato já repetir isso).
aliás, tenho um pensamento de primeiro viver bem, não importa se pra isso tirei menos bens que os outros… a vida é muito curta pra ficar deixando pra depois pra viver bem.
aliás, é o que meus pais fizeram a vida toda, viviam dizendo qeu na aposentadoria ia ser tranquilo, mas agora minha mãe jáse aponsentou, mas não consegue para de trabalhar, tamanho o sentimento de inutilidade que sente.
eu não quero isso pra mim, se for pra viver menos stressado, mas com um carro de 1980 que apenas me leve, ou ficar sem carro mesmo (exemplo básico) eu prefiro.

Muito obrigado pelo excelente comentário!

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